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O Fim de uma Era

Soares era de outra época. E eu fui dessa época com ele.

Soares foi de um tempo em que o amanhã seria forçosamente melhor do que o hoje - e disso todos estávamos convictos. Viveu e lutou com uma coragem assinalável e, sobretudo, levando a sério o que fazia, nunca se permitiu furtar a uma gargalhada, mesmo que inconveniente, furar o protocolo, mesmo que um pouco irresponsavelmente, e fazer o que lhe apetecia, mesmo que um pouco inconscientemente. Como Churchill – e neste aspeto há um paralelo claro – conseguia ser simultaneamente uma criança mimada e um estadista ímpar. Transformava inimigos em amigos (o vice-versa foi muito mais raro) e nunca se esqueceu daqueles que lhe foram leais, ainda que com ele não concordassem. Mais do que um homem, é um símbolo.

Ora, falar de alguém nosso amigo de sempre e, simultaneamente, referência do País, símbolo da Pátria, é extraordinariamente difícil. Adversários vários, dos comunistas à direita, sempre disseram que ele não tinha uma linha política definida, que navegava ao sabor das marés. Porém, se é verdade que Soares sempre viveu da intuição, mais verdade é que foi talvez o único político que num tempo sem liberdade e com pouca informação, como era o do Estado Novo, tenha posto em letra de forma (no livro ‘Portugal Amordaçado’) três objetivos que cumpriu na íntegra.

 

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