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Hungria, 1956 e o Brexit

1956 conduziu, não apenas a 1968 em Praga e 1980/81 em Varsóvia, mas também a 1974 em Lisboa e à evolução gradual para a democracia em Espanha no período pós-Franco - e a mudanças nas anteriores colónias destes países.

Tenho de começar por reconhecer que me foi lançado um verdadeiro desafio ao forçar uma ligação entre os temas da Revolução Húngara e do Brexit. Se eu fosse naturalmente desconfiado, iria suspeitar de que estavam a pôr-me à prova para ver se eu colocava em pé de igualdade ambos os acontecimentos como exemplos de nações na sua luta pela liberdade contra tiranias monstruosas. Não vou cair nessa armadilha. Se a Grã-Bretanha tivesse votado a favor da permanência no dia 23 de Junho, não teria sido recrutada para um Gulag, e embora a União Europeia tenha um défice democrático que a própria admite, não se trata de um império pernicioso segundo o modelo soviético. E, além disso, se os húngaros tivessem votado num referendo em 1956, todos sabemos que não teriam votado para permanecer no Pacto de Varsóvia e no Comecon.

E, na realidade, votaram mesmo. Duzentos húngaros votaram com os seus pés para irem para o Ocidente e cerca de trinta mil húngaros votaram a favor da liberdade com as suas vidas. E ainda poucos dias antes aqueles mártires tinham vislumbrado a visão tentadora da Hungria livre.

 

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