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Dossier Comércio Livre - Hayek e List Entre o cosmos do mercado e o paládio protecionista

Os grandes autores comunicam entre si através das suas obras, dizia Leo Strauss. À medida que o diálogo se desenrola, vemos que Hayek e List comungam tão somente do nome Friedrich; tudo o resto se manifesta em posições opostas sobre um debate que permanece atual – o mercado livre e o protecionismo.

Posições distintas perante um mesmo autor – Adam Smith Adam Smith estabe- lece o mote a partir do qual são desenvolvidos os seus argumentos. Eles são conduzidos por uma mão invisível para concretizar quase a mesma distribuição do necessário à sobrevivência, tivesse a terra sido divi- dida em porções iguais entre todos os seus habitantes e assim, sem o desejarem, sem o saberem, avançam o interesse da sociedade (...). (Smith 2006, 172) – para Hayek, este princípio é essencial; a economia organiza-se espontaneamente, atingindo um equilíbrio interno tal sem necessidade de uma ação direcionada para esse fim. O que guia esta “mão invisível” é a interação entre um número muito elevado de indivíduos, que permitem constantes reajustamentos atra- vés da permanente atualização dos fluxos de informação e das macrodinâmicas que as enquadram. List, por sua vez, constrói o seu argumento em torno de uma crítica à “Escola”, materialização dos ideais de Smith que levarão, como consequência última, à dissolução da sociedade. Uma “mão invisível” é inconcebível; as ações de cada um devem ser guiadas por um propósito específico – a prosperidade da nação. Tendo em vista esse fim, é legitimada qualquer intervenção governamental, transformando indústria perdida, potencial desperdiçado, de forma a apoiar a produção coletiva do país (List 1841, 260-261). Produção coletiva esta que ultrapassa a soma do potencial produtivo individual, sensível aos aspetos políticos e sociais que podem fomentar ou inibir o seu desenvolvimento. Tomando como exemplo a Inglaterra, estratégias políticas como o Tratado de Methuen e o Ato de Navegação permitiram uma concentração de poder político que acabaram por somar poder ao poder, e forças produtivas a forças produtivas (List 1885, 27) – o primeiro levou Portugal à dependência dos tecidos ingleses; o segundo à monopolização dos transportes marítimos. É particularmente interessante List utilizar Inglaterra como exemplo; a nação considerada liberal por excelência vê aqui o seu sucesso económico associado à iniciativa governamental. Este é o ponto de toque na sua abordagem: o papel do governo, e a extrema importância das medidas por ele tomadas, que devem ter em conta os meios para gerar riqueza não só no momento presente, como no futuro. Afinal, medidas tomadas no tempo presente poderão surtir efeito tão somente gerações depois, pelo que é necessário garantir o desenvolvimento harmonioso dos meios geradores de riqueza e a sua canalização para um fim comum, que é nada mais do que a prosperidade nacional.

 

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