|
|
|
Sem fortuna, que vida rica a sua; sem palácios, como ofereceu casa aos pobres; sem pajens, verdade é que não lhe faltaram admiradores.
|
|
|
Raquel Ochoa
A Infanta Rebelde
Oficina do Livro, 2011
|
PE. Pedro Quintela
Não queria avançar sem deixar de
saudar, de modo especial, todos os
filhos da Senhora Infanta numa singular
homenagem - e justiça - para
com a sua mãe, para com a impressionante
vida de sua mãe. Foi, aliás,
um deles, o Senhor D. Francisco,
que me convidou a tomar a palavra
o que muito lhe agradeço.
Ele mesmo me explicou que este convite que me fazia se
justificava por três razões: em primeiro lugar porque sou
Quintela, em segundo porque sou padre e em terceiro pela
sensibilidade social manifestada nos meus afazeres.
I
Permito-me, então, sublinhar esses três pontos.
Na distinção feita para com a minha família reconheço a
estima para com os meus maiores (e penso sobretudo no
meu avô), que em nome das suas convicções patrióticas e
monárquicas, grandes e perenes, sempre procuraram traduzir
tal entendimento da vida servindo concretamente a
Causa Real, por exemplo, na dedicação para com a família
da Senhora D. Adelaide.
Em segundo lugar, porque sou padre, sinto-me certamente
bem habilitado para entender aquilo que sempre mobilizou
a Senhora Infanta, ou seja, a sua fé. Acresce que desde há já
quase duas décadas a Senhora Infanta, sempre que a saúde
lhe permite (quase sempre, portanto), vem celebrar com o
Vale de Acór, com a gente de quem sou pastor, pelo menos
a Missa do Galo e algumas das celebrações do Tríduo Pascal.
E se nos visita com gosto não deixa, no entanto, de me
apontar, ano após ano, na Vigília Pascal, a minha cedência
no rigor da liturgia, já que, no seu entender, não dou início
à celebração da noite santa na devida forma. Ou seja, não
sigo o ritual que a Senhora D. Adelaide conheceu na Áustria,
ainda antes da reforma do Papa Pio XII, a saber, aquele
em que se acendia o lume novo de nenhum outro modo
senão através da fricção de pedra contra pedra, conseguindo
assim, da reacção do sílex, o fogo. Enfim, verdade é que
não obstante as admoestações repetidas da Senhora Infanta
ainda não foi este ano que cometi tal proeza cósmica...
Por último, também foi justificado o convite à minha pessoa
pelo facto de exercer o meu ministério numa obra social,
junto de pessoas marginais, drogados e presos. Gente,
portanto, que certamente a Senhora Infanta não teria deixado
de acompanhar, assim tivessem sido essas as circunstâncias
do sofrimento, e do apelo ao serviço, no tempo da
sua militância e realizações.
II
Queria ainda dizer uma palavra de particular saudação à
escritora Raquel Ochoa pelo livro agora publicado. Os meus
parabéns e agradecimento por este documento que de há
muito nos faltava. Parece ser um mau hábito português, este,
de deixarmos esvair-se, na travessia dos dias, as memórias
dos protagonistas, daquelas pessoas que se apresentaram no
seu tempo a afirmar o seu querer, de quem se distinguiu
pelo seu modo de ser, dizer e fazer. Mas desta vez não será
assim. Com efeito, é-nos oferecido, por uma autora que se
tem notado pela sua literatura de viagens, uma viagem tão
larga quanto o tempo e a vastidão das experiências na vida
da Senhora Infanta o permitem. E rápido se percebe que o
faz com transparente simpatia para com a sua biografada,
sem que jamais, no entanto, decaia no elogio pré - formatado.
Por outro lado, o expediente literário de interromper
a história que conta com o discurso directo da própria Senhora
D. Adelaide resulta numa agilização da narrativa, que
não é nunca monótona, seja pelo mérito das aventuras da
Senhora Infanta, seja pelo mérito de quem as conta.
Quem conheça um pouco a Senhora Infanta vê-a passar
neste livro. E quem não a conhecia tem neste livro uma
porta franca para o seu mundo.
III
Mas retomo o modo como, um pouco mais acima, adjectivei
a vida da Senhora Infanta. Referi-a como impressionante.
Também a vida da Senhora
D. Adelaide, de renúncia e
entrega pelos outros, por
todos, trouxe a sua vida para
perto desses príncipes que
deram a vida pelos seus povos
Sob a palavra impressionante pode-se esconder muita da
vaidade dos homens. Não raro, os comportamentos que visam
impressionar são apenas afloramentos do orgulho. A
Sagrada Escritura refere tantas vezes que Deus não vê como
os homens, ou seja, que Deus não estima as coisas como os
homens as calculam. Porque Deus não se impressiona com
aquelas coisas com que os homens se tentam impressionar
uns aos outros. Aliás, as ostentações dos homens, o mais
das vezes, impressionam mal a Deus. Como diz a Escritura
“Deus resiste aos soberbos e dá a sua graça aos humildes.”
(1Pe 5.5).
Posto isto, é óbvio que alguma coisa impressiona o facto
de a Senhora D. Adelaide ser apenas neta do Rei D. Miguel,
cujo reinado decorreu entre 1828-1834! Portanto, pertence
à mesma geração que os Reis D. Pedro V e D. Luís; é tia do Senhor D. Carlos e tia-avó
do último Rei de Portugal,
o Senhor D. Manuel. Assim
o quis a Providência num
desses desenhos imprevistos
e surpreendentes que,
no entanto, não são raros
na história.
Impressiona, também, a
sua biografia, polvilhada de
aventuras, travessias dificílimas
por entre as desventuras
do século XX, que dariam
um bom enredo para
um bom filme.
Impressionam, ainda, os
seus 99 anos. Capricho da
natureza, capricho do destino,
poder-se-á pensar. Desígnio
de Deus, acredito eu.
De Deus que nos continua
a dar um sinal grande nesta
grande vida. Como apelo a
viver na Sua presença, como vive a Senhora Infanta, rezando,
procurando a comunhão com Ele, oferecendo o sinal
dessa comunhão de vida a quem a visita. Congregando, portanto,
desejando sempre congregar, no amor a Jesus todos
os seus, e todos os que a procuram. Por conseguinte o que
me impressiona, sempre mais, é a constância da sua fé ou,
melhor ainda, o enraizamento sempre mais essencial da sua
vida na sua fé. Sim, grande a nobreza do seu sentido de
serviço, grande o testemunho do acolhimento e do perdão
manifestado na sua carne, grande a renuncia e a entrega por
amor, grande o sentido de que a sua vida é uma vida para a
vida dos outros.
IV
Aproveito para fazer um desvio em direcção um pouco
para montante. Se olharmos para as biografias dos reis que
protagonizaram as suas responsabilidades na época em que
nasceu a Senhora Infanta, ficaremos siderados pela violência
que se abateu sobre as suas vidas. Gente o mais das
vezes pacata e contida, primeiros zeladores dos direitos e
garantias nos seus reinos, homens da legalidade, do direito,
eis que sobre eles se abateram as maiores crueldades dos
seus contemporâneos. E tudo isto resulta mais extraordinário
quando se compara os seus percursos de vida com o “sucesso”
de quem lhes sucedeu, não raro ditadores que terminaram
os seus dias como se estivessem nos melhores dos
dias, sem mais. E lembro, por exemplo, Jorge I da Grécia
assassinado em 1913, o Czar Nicolau II eliminado com toda
a sua família em 1918 (recentemente o Patriarcado de Moscovo
canonizou-o, apelidando-o de S. Nicolau Portador da
Paz). Lembro, ainda, Alexandre I da Jugoslávia, assassinado
em 1934, a que se pode juntar, também, o martírio lento do
Imperador Carlos de Habsburgo ou, de algum modo, também,
Afonso XIII de Espanha, que escapou logo no dia do
seu casamento a um terrível atentado, sem que, no entanto,
não tenha deixado de ver o seu país ser devastado por uma
guerra civil. Verdade é que penso, sobretudo, no regicídio
do Rei D. Carlos e do Príncipe Luís Filipe. Quanto se perdeu
de Portugal no sangue derramado dos seus príncipes?
De algum modo, parece poder dizer-se que um derradeiro
grande serviço pediu a Divina Providência às casas Reais
nesses dias em que eram destruídas, a saber, essa expiação
cumprida pelos seus príncipes em favor dos seus povos respectivos
que, quais filhos pródigos da parábola, diziam querer
de seu pai a herança e a fortuna, mas doravante nenhuma
comunhão com ele. Aliás, a coisa tornou-se por demais
evidente agora, aquando da tentativa de fazer uma constituição
europeia mentindo sobre aquilo que, quer queiram,
quer não queiram (como disse Manuel de Oliveira ao Papa
em Lisboa) , constitui a sua matriz cultural.
Sem querer forçar demasiado as comparações, penso, ainda
assim, que de igual modo se percebe que também a vida
da Senhora D. Adelaide, de renúncia e entrega pelos outros,
por todos, trouxe a sua vida para perto desses príncipes que
deram a vida pelos seus povos. Obviamente, salvaguardadas
as devidas e radicais distâncias, e dando graças a Deus pelas
crueldades a que a Divina Providência poupou a Senhora D.
Adelaide. Certo é que o sentido da sua vida foi esse: estar
presente para cumprir a missão que lhe fora assinalada pelo
seu nascimento, sem desertar, jamais.
V
Pela minha parte, queria ainda sublinhar o seguinte: Maria
Adelaide Bragança nasceu Infanta de Portugal. O que é
isso? Poderá perguntar quem olha para essas distinções não
reconhecendo nelas qualquer legitimidade, só tolerando,
portanto, as distinções que nascem do mérito. E, todavia,
recusar que a Providência se serve da natureza para distinguir,
ou se se preferir, nobilitar, é um preconceito ideológico
que obstrui o encontro com o real (e penso aqui
nos dois sentidos que o termo tem em português). Porque
nascer infanta não é redutível a nada, por via de um cartão
de identificação comum ao príncipe e ao cidadão. Porque se
o número de identidade não distingue o príncipe do plebeu,
verdade é que as pessoas são mais do que números. A Providência,
ou para quem não o conseguir dizer, a natureza,
ou a sociologia, distingue aquele que nasceu em Bruxelas
do que nasceu em Bagdade, o que nasceu com talento para
ser músico do craque de futebol, bem como da multidão
inúmera dos que não têm talentos excepcionais. Enfim, não
aceitar senão a distinção pelo mérito da acção é obstinar-se
a não considerar a acção de distinção, antes dos méritos,
que as circunstâncias das pessoas trazem consigo. Porque
não há nenhuma oposição maior à ideologia da igualdade do
que circunstâncias das pessoas, circunstâncias, na verdade,
tão desiguais. Poder-se-á falar de igualdade de oportunidades,
mas a isso não se opuseram séculos de monarquias de
mérito, como em Inglaterra, por exemplo. Com efeito, foi sempre uma arte dos reis, essa de saber distinguir os que se
distinguiam. Nobilitando-os, portanto.
VI
Por conseguinte, quer-se dos príncipes que o sejam. Que
protagonizem aquilo a que, no seu nascimento, a Providência
os chamou. Portanto, quer-se dos príncipes religião, isto é,
consciência de que o que os distingue vem de Deus. Nos dias
que correm, os príncipes que se esqueceram de Deus parecem
ter um protagonismo frágil, inseguro, volátil e frívolo.
Quer-se dos príncipes militância, que sejam primeiros entre
os primeiros, na militância do que é grande, justo, belo,
fraternal. Portanto, não invadidos pelo acomodamento ao
espírito dos dias, aburguesados e pagãos. Como o vimos, por
exemplo, no testemunho transparente do Rei Balduíno.
Quer-se dos príncipes a cortesia. Essa delicadeza da corte,
tornada costume, perante a tendência dos dias em que os
costumes dos bárbaros ainda não cristianizados ou, o que
é pior, dos cristãos de novo paganizados, assalta a corte e
torna-se o hábito.
Quer-se dos príncipes o respeito das leis e da memória
donde eles mesmos provêm. Porque ser príncipe por nascimento,
e burguês nos negócios e nos ócios, e nos horizontes
sem causas, é decadência.
VII
Bendigo a Deus Nosso Senhor pelo modo como a Senhora
Infanta sempre viveu por dentro e por perto desta nobreza.
Pelo modo como percebeu e agradeceu a principal das distinções
da sua vida, a saber, ter nascido e sido chamada a
ser, antes de mais, filha de Deus. Agradeço pelo modo como
foi militante. Militante vem de militar. Quer dizer, então,
que a Senhora Infanta se apresentou para combater. Para
combater o bom combate, como diria S. Paulo.
E como foi valente, toda a
sua vida. Combateu o nazismo,
encontrou-se e deu-se bem
com comunistas, admirou
Salazar e opôs-se às práticas
policiais do regime. Esteve de
acordo com o que percebeu
ser o sentido patriótico da
guerra de África
E como foi valente, toda a sua vida. Combateu o nazismo,
encontrou-se e deu-se bem com comunistas, admirou Salazar
e opôs-se às práticas policiais do regime. Esteve de acordo
com o que percebeu ser o sentido patriótico da guerra de
África. Não tinha paciência para a vida de sociedade em Lisboa,
e sempre preferiu preocupar-se com a Lurdes, a Laura
do Zé da Carvalha e a Eneida de Murfacém. Teve sempre um
despojamento imenso, longe de qualquer vida de luxo e não
manifestando nostalgia de a ter e , no entanto, foi sempre a Senhora Infanta. Assim se percebia a si mesma, assim a
tratavam, porque esse era o facto: o Senhor assim a fizera
nascer. Capaz de raridades de comportamento, muito seus,
onde encontrar a unidade desta personagem tão paradoxal
senão na sua fé católica?
VIII
Por exemplo, é obvio que não poder aceitar o nazismo na
década de 20 e nos anos que se seguiram provinha de ter
sido formada no ambiente do catolicismo alemão do inicio
do século passado, que cedo se apercebeu do que havia nesse
culto da força de paganismo.
“O meu pai via com inalterável clareza que a vitória de Hitler
não seria uma vitória da Alemanha, mas do anticristo, iniciandose
deste modo o tempo apocalíptico para todos os crente e não só”
(Ratzinger, A Minha Vida, pág. 27, ed Livros Brasil) afirmou de
si mesmo o actual Papa. Praticamente a mesma convicção encontramos
na biografia da Senhora D. Adelaide, onde ela mesma
relata como a memória do povo cristão perscrutava o paganismo
incluído no nazismo: “um dia – ainda antes do começo da Segunda
Grande Guerra - falei com uma camponesa que nem a quarta
classe frequentara e, espantada, me transmitiu o seguinte: ‘como
pode essa gente com estudos acreditar numa coisa que diz ser
a criatura maior do que o Criador?… Eu fiquei a pensar nisso
enquanto me dirigia para casa (…): não temos nós na Bíblia uma
condenação muito clara do orgulho?” (Raquel Ochoa, A Infanta
Rebelde, pg 151-2, ed Oficina do Livro)
Neste sentido, reduzir o drama do nazismo a um conflito
direita/esquerda ou aos estereótipos de conservadores/progressistas
é falsificar os dados face a esse movimento, em
todo o caso originário do socialismo (certamente, de uma
tendência radical dentro do socialismo) e dos extremismos
revolucionários anti-cristãos. Do mesmo modo, reduzir a
perseguição aos judeus a um problema étnico de rivalidade
arianos/semitas é útil a um tempo que se recusa pensar o
significado politico da fé no Deus Único (como o é para judeus
e cristãos) e, sobretudo, no que significa para a comunidade
humana a fé no Deus da comunhão trinitária (como
o entendem os cristãos), incontornável antídoto para todas
as tentações totalitárias (e para os que se apressam a fixarse
na intolerância religiosa, lembro que no século XX, e no
que aos cristãos diz respeito, a multidão dos seus crentes
foi quase sempre encontrada na mesma pose de combate,
a saber, esmagada sobre a cruz dos totalitarismos
e perante a indiferença dos novos poderes democráticos,
a começar pela historiografia escolar e
a comunicação social – dos Cristeros do México,
nos anos 20, aos missionários no Tibete, na véspera
das invasões chinesas, passando pelo êxodo dos
gulags soviéticos).
Lembro-me de ter lido num livro-entrevista ao
cardeal Lustigier (Le Choix de Dieu), convertido
do judaísmo à fé católica, e também num ensaio
de Georges Steiner (“No Castelo do Barba Azul”)
que se mantém fiel à sua origem judaica, aquela
única interpretação do nazismo que me convence,
já que considera o seu paganismo intrínseco:
ou seja, a sua luta por conseguir um mundo onde o Outro, Deus, considerado como absoluto, deveria ser abatido,
porque o único absoluto se tinha agora tornado uma
certa versão da “vontade de poder”, afirmada por gente que
queimava a bíblia e reinventava numa nova mitologia recuperada
nas antigas crenças germânicas.
IX
Por ultimo, queria ainda dizer que o compromisso social
da Senhora Infanta não decorre de um sensibilidade paralela
e decalcada do comunismo que na sua juventude singrava
por essa Europa fora, ou de uma febril psicologia activista.
Nesse sentido, recordo que o primeiro governo que
dispôs de Ministério para a Assistência Social não surgiu
em Moscovo, ou, antes ainda, em França, no clima da sua
revolução, ou no pós Segunda Guerra Mundial, no advento
do Estado Social. Foi, isso sim, o Imperador Carlos de
Habsburgo que o implementou. O Beato Carlos de Habsburgo,
portanto, casado com uma prima direita da Senhora
Infanta, a imperatriz Zita, nascida princesa de Parma, por
conseguinte, neta do Rei D. Miguel. Ele que já acima referi,
de algum modo mártir da Primeira Grande Guerra, depois
da qual foi mandado exilado para a nossa Madeira, onde foi
estimado pela gente que o recebeu e que o viu morrer como
se fora um santo que, de facto, era, e que em 2004 foi beatificado
por João Paulo II.
Quero com isto dizer que aqueles que cresceram formados
e alinhados como discípulos da Doutrina Social da
Igreja que, entretanto, se ia afirmando, como era o caso do
Imperador Carlos e da Senhora Infanta, sempre tiveram
muito vivo o sentido do compromisso social. E permito-me
afirmar, sumariamente, que o maior volume de responsabilidade
perante os pobres que a Senhora Infanta viveu tem
que ver, fundamentalmente, com uma maior riqueza do seu
encontro com Cristo, com esse Cristo Rei com o qual as
gerações católicas formadas nos tempos de Pio XI aprenderam
a tirar consequências não só pessoais e intimas mas
também politicas e sociais para a sua militância de fé. E,
neste mesmo sentido, lembro o titulo de um livro um pouco
posterior do padre Lubac, que fez época, intitulado Catolicismo
– Aspectos Sociais do Dogma e que nos diz da
compreensão que os filhos da Igreja têm da sua presença na
cidade, ou seja, que do dogma sai uma determinada feição
de sociabilidade.
Foi João Paulo II que ensinou que, para um cristão, o
modo adequado de reinar é servir.Com efeito, os cristãos
são chamados a servir. Mas mais servem se melhor
se servirem, quer dizer, se mais e melhor se
aproximarem da mesa chamada altar, onde Deus
os serve da Sua intimidade e da Sua força. Por
isso, os que melhor servem, de entre os cristãos,
são os santos, essa gente muito grata porque
Deus lhes serviu poderem servir assim.
E termino, então, agradecendo ao Deus de
toda a consolação o que em sua vida a Senhora
Infanta serviu. Sem fortuna, que vida rica a
sua; sem palácios, como ofereceu casa aos pobres;
sem pajens, verdade é que não lhe faltaram
admiradores. Que a Rainha de Portugal, que a
Nobre Padroeira de Vila Viçosa, sempre a guarde
no seu Imaculado Coração.
Seguir(0)
|