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Meditação sobre o Papa Francisco

Francisco enfrenta a situação, não querendo mas não temendo expor-se, de demonstrar mais uma vez que a palavra, que pode ser uma “arma de guerra”, é para ele uma palavra de paz, usada sem medo dos riscos e das oposições.

Talvez não seja despropositado, no sentido de compreender a intervenção deste Papa que os cardeais foram buscar ao “fim do mundo”, recordando a data histórica em que Ernest Renan, quando a Europa se considerava “A Luz do Mundo”, no seu L’Avenir de la Science, de 1848, escreveu: “É sobretudo sob a forma religiosa que o Estado velou até agora os interesses suprassensíveis da Humanidade. Mas a partir do momento em que a religiosidade do homem venha a exercer-se sob a forma puramente científica e racional, tudo o que o Estado concedia antes ao exercício religioso será por direito entregue à ciência, única religião definitiva”. O Papa Pio IX, atento à circunstância, não omitiu responder ao analista de tão histórico anúncio, denunciando “Os erros modernos” na Sillabus de 1864, com que acompanhou a Encíclica Quanta Cura de 1864. Sugiro este ponto de partida porque também quanto ao exercício de cada um dos Bispos de Roma, o exame da circunstância é indispensável, até para enriquecer a tradição de analisar e avaliar as diferenças da intervenção de cada um. E o nosso mundo globalista, que podemos praticamente, no que tem de desafiante, considerar desde o fim da Guerra Fria, um fim demorado a partir do Relatório secreto de Khrouchtchev ao Congresso do Partido Comunista da União Soviética, em 1956, implicou uma frequente mudança de conjuntura. Isto evidenciado quando o próprio projeto da Constituição Europeia, como foi tentado chamar-lhe, recusou invocar o passado cristão da Europa, que Luís de Camões considerou ser o eixo da sua identidade, ao proclamar Portugal “cabeça da Europa Toda”. Lembrando a iluminação de João XXIII ao convocar o Concílio do Vaticano, para atualizar a perceção do novo mundo em mudança, a intervenção lúcida de Paulo VI, e finalmente a eleição do atual Santo Papa João Paulo II à cátedra de Roma, [...]

 

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