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As Guerras Liberais
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A historiadora Maria de Fátima Bonifácio retrata os 17 anos de revoluções, pronunciamentos, motins e golpes, que Portugal viveu entre 1834 e 1851. Incapaz de gerir modalidades de alternância regrada e pacífica no poder, o recurso à violência política banalizou-se no país, como forma de forçar uma mudança, uma substituição de governo ou uma alteração constitucional. As soluções pacíficas implicavam que se chegasse a um acordo sobre a norma constitucional, o que só se veio a conseguir depois da Regeneração, em 1851, pondo um fim ao “reinado da frase e do tiro”. Recorda ainda como José Estêvão, Rodrigues Sampaio, Casal Ribeiro, Lopes de Mendonça, Latino Coelho, entre outros, persuadiram-se que só o progresso económico podia gerar progresso social, e que só o progresso social podia conduzir à emancipação intelectual e política do povo português, mal preparado para a cidadania. A revolução aconteceria naturalmente, sem violências, quando desse povo emergisse uma comunidade de cidadãos ciosos da sua independência, cônscios dos seus direitos e devotados à Pátria e ao Bem comum.

Maria de Fátima Bonifácio | Uma História de Violência Política – Portugal de 1834 a 1851

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