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Ensaios da Fundação
O Ensino do Português
Economia Portuguesa
Portugal: os Números

Maria do Carmo Vieira
O Ensino do
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Luciano Amaral
Economia Portuguesa

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Maria João Valente Rosa e Paulo Chitas
Portugal: os Números

FFMS

Criada em 2009 pelos descendentes de Francisco Manuel dos Santos, a Fundação com o seu nome tem como principal objectivo estimular o estudo da realidade portuguesa, com o propósito de assim contribuir para o desenvolvimento da sociedade, o reforço dos direitos dos cidadãos e a melhoria das instituições públicas.

POR ANTÓNIO ARAÚJO

Membro do Conselho de Curadores da FundaçãoFrancisco manuel dos Santos

Presidida por António Barreto e tendo como Presidente do Conselho de Curadores Alexandre Soares dos Santos, a Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) desenvolveu, entre outras actividades projectadas ou em curso, dois projectos permanentes: a Base de Dados sobre Portugal Contemporâneo – Pordata (www.pordata.pt), coordenada por Maria João Valente Rosa, e a colecção «Ensaios da Fundação», dirigida pelo autor destas linhas.

Através da colecção de Ensaios, a FFMS procura levar ao grande público a reflexão de autores especialmente qualificados sobre problemas centrais da sociedade portuguesa – o envelhecimento, a justiça fiscal, a situação económico-financeira, a segurança e a criminalidade, o ensino, os atrasos da justiça. Ao mesmo tempo, propõem-se temas, por assim dizer, mais «abstractos» ou «especulativos», como os valores europeus, a propriedade, a autoridade, a responsabilidade individual, a coesão entre gerações ou a liberdade de escolha no mundo contemporâneo.

Editada em parceria com a Relógio d’Água, esta colecção não é norteada por qualquer orientação ideológica, doutrinária, filosófica ou religiosa. Os autores são escolhidos unicamente por um critério: o seu mérito. E escrevem os seus ensaios com inteira liberdade e plena autonomia intelectual. O pluralismo e a qualidade do conjunto de autores que aceitaram já integrar este projecto são motivo de orgulho para a Fundação, pois representam um sinal de confiança no cumprimento dos seus objectivos estatutários: pensar Portugal. Livremente, com independência.

No âmbito desta colecção, já foram publicados três volumes: O Ensino do Português, de Maria do Carmo Vieira; Economia Portuguesa: as Últimas Décadas, de Luciano Amaral; Portugal, os Números, de Maria João Valente Rosa e Paulo Chitas.

O texto de Maria do Carmo Vieira é um exemplo de coragem e liberdade. Professora, Carmo Vieira conhece, com um saber de experiência feito, a realidade do ensino da disciplina de Português nas nossas escolas. O retrato que nos fornece obriga a uma reflexão profunda: facilitismo, infantilização, desprezo pela Literatura, obediência cega a «modas» pedagógicas que produziram resultados desastrosos. O futuro de Portugal passa por aqui.

É também do futuro de Portugal que nos fala Luciano Amaral no seu ensaio sobre a nossa economia. Ou, antes, das dificuldades em encontrar uma alternativa de futuro, atenta a narrativa brilhante que o autor faz das últimas décadas da economia portuguesa. Segundo Luciano Amaral, a nossa democracia é indissociável de um modelo social que necessariamente implicou um acréscimo da despesa pública, o qual não foi compensado por ganhos equiparáveis em termos de crescimento e produtividade. Agora, que fazer?

Por fim, Maria João Valente Rosa e Paulo Chitas oferecemnos uma radiografia estatística do essencial de Portugal. Com base nos dados da Pordata, mas indo além deles em termos de leitura, descodificação e interpretação, os autores mostram o que de melhor (ex. mortalidade infantil) e pior (ex. atrasos na justiça) aconteceu em Portugal nas últimas décadas. Visto numa perspectiva diacrónica, o saldo é claramente positivo, na conclusão final da coordenadora da Pordata, Maria João Valente Rosa, e do jornalista da «Visão», Paulo Chitas.

Em breve, serão publicados ensaios sobre justiça fiscal, a propriedade, o sistema educativo, a autoridade e Portugal e o mar. Enquanto director desta colecção, agradeço à revista «Nova Cidadania » a oportunidade concedida para expor as linhas mestras deste projecto, na convicção de que todos partilhamos um desígnio: contribuir para um país melhor e mais desenvolvido, em democracia, com pluralismo e debate de ideias.

 Todos partilhamos um desígnio: contribuir para um país melhor e mais desenvolvido, em democracia, com pluralismo e debate de ideias.

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